segunda-feira, 20 de junho de 2011

SUNSHINE

Era uma vez um menino chamado Miguel. Ele era muito, muito pobre e andava sempre a mendigar na rua. Tinha mau aspecto e cheirava mal.
  Um dia, andava ele a pedir comida pela rua, quando passou por uma pessoa rica, e disse:
- Minha senhora, dai-me um bocadinho de pão, por favor, estou a morrer de fome.
  A mulher, muito avarenta, disse:
- Não! Tu não tens jeito nenhum, cheiras mal e pareces um macaco!
  O miúdo, ouvindo isto, foi a correr para o seu canto na cidade (uma gruta que abrigava outros pobres) contar à mãe o que se tinha passado. A mãe dele, escutando-o, não hesitou e disse:
- Meu filho, nunca peças nada a essas pessoas, porque pessoas ricas nunca serão felizes nas suas vidas.
  No dia seguinte, o Miguel foi pedir outra vez e encontrou um senhor com bom aspecto que lhe perguntou:
- O que tens, criança? Estás com mau aspecto.
- Eu e a minha mãe não temos nada para comer e não temos onde viver.
- Então onde vives?
- Vivo numa gruta com outros pobres.
- E como dormes?
- Durmo no chão, com uns trapos.
- Coitado de ti! Vem comigo.
Seguiu o senhor que o levou para uma instituição de adopção chamada Sunshine, onde assinou uns papéis que descreviam a situação da criança.
  O Miguel ficou no centro de adopção durante três longos anos à espera que alguém, com condições económicas, o adoptasse. Até que um dia, uma família com duas crianças, o adoptou. Essa família tinha condições de vida favoráveis.
  E assim, arranjou uma família onde, finalmente, viveu com alguém que lhe pudesse dar comida e um lugar onde morar.
  Dois meses depois, os pais adoptivos do Miguel souberam que a mãe do menino continuava a viver na rua. Ao ouvirem isto, os pais foram acolher a mãe biológica do Miguel. Ela ficou a viver e a trabalhar com eles.

Bernardo M. J. Soares | 5º F
Junho de 2011

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Reconto do texto: “Jorinda e Joringuel”


        Era uma vez uma bruxa muito má, que vivia sozinha num castelo muito antigo. À volta do castelo havia uma densa floresta. Ninguém lá podia entrar, senão ficava embruxado. Esta temível bruxa, de dia, transformava-se em gata ou em coruja, e de noite, retomava a forma humana. Quem entrasse nesta floresta ficava sem se mexer e mudo até que a bruxa os libertasse. A bruxa transformava as raparigas em pássaros, fechava-as em gaiolas e levava-as para uma sala do castelo.

        Um dia, uma linda rapariga chamada Jorinda, que amava um rapaz chamado Joringuel, foram até essa floresta. Estavam para se casar. Foram passear para a floresta do castelo porque não sabiam que ela estava embruxada. Jorinda foi transformada em pássaro e Joringuel, numa estátua. Fora a bruxa que os transformara.

        A certa altura, saiu de uma moita, uma velha corcovada e muito magra que libertou Joringuel. Joringuel, assim que se viu livre, quis procurar Jorinda.

        Joringuel sonhou com uma flor vermelha lindíssima que tinha uma pérola no meio. Onde esta flor tocasse, tudo ficava desencantado e assim, poderia recuperar Jorinda. Joringuel foi à procura da flor vermelha e quando a encontrou, correu para o castelo antigo e ia tocando com a flor vermelha em todo o lado.

        As portas do castelo abriram-se e Joringuel entrou e foi direito à sala dos pássaros. A bruxa ficou muito furiosa e fugiu com uma das gaiolas. Joringuel soube que nessa gaiola poderia estar a sua amada e correu atrás da bruxa.

        Todos os outros pássaros transformaram-se em raparigas porque Joringuel as salvou.

        Joringuel encontrou Jorinda, a sua amada. Casaram e foram felizes para sempre.


                                                                                                           Jéssica Mota | 5º E

                                                                                                                Janeiro de 2011